Mas não ser lembrado não significa falta de prestígio ou de qualidade. Prova disso é “Burial Ground”, o nono trabalho de estúdio da discografia. Neste disco Ola Lindgren (voz, guitarra), Fredrik Isaksson (baixo) e Ronnie Bergerståhl (bateria) conseguem unir o Death Metal clássico com ótimos momentos mais lentos, cadenciados.
Após o barulho do que parece ser uma explosão, o trio dá início à pancadaria com “Liberation”. Bateria rápída, riffs sujos e vocal gutural marcam essa faixa e praticamente todo o álbum. Aos riffs rápidos se intercalam outros mais cadenciados, mas ainda assim rápidos.
“Semblance in Black” traz uma sonoridade mais moderna, com um riff barulhento que lembra um pouco bandas européias de Death e Black Metal dos anos 90. Essa é provavelmente a música mais agressiva do disco. O problema é que o timbre utilizado acaba irritando um pouco quem não é muito fã do estilo. Já que às vezes parece mais um ruído constante do que um instrumento sendo tocado.
Na música “Bloodtrail” o Grave conta com a participação especial do guitarrista Karl Sanders, do Nile, fazendo os solos. A faixa título, que encerra o álbum, é um pouco diferente das oito anteriores por trazer um andamento mais lento, quase Doom Metal. Isso até parece uma contradição, já que o estilo do Grave é marcado pela rapidez da execução das músicas, mas essa incursão funciona bem.
“Burial Ground” é um disco de peso e interessante que deve agradar os fãs da banda.
01. Liberation
02. Semblance in Black
03. Dismembered Mind
04. Ridden With Belief
05. Conquerer
06. Outcast
07. Sexual Mutilation
08. Bloodtrail
09. Burial Ground
fonte: rock online
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