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Dark Tranquillity: Carioca Club - São Paulo/SP

Passamos por um momento ótimo em relação aos shows internacionais de Metal que têm sido realizados no país. E não digo isso pelos nomes famosos que enchem estádios ou grandes casas de shows. Estou me referindo às bandas que podem ser consideradas de ‘médio e pequeno porte’.

De modo nenhum isso se refere à qualidade da banda, mas sim à popularidade dela. Em relação à qualidade, o público que esteve na noite deste sábado, 12, no Carioca Club, em São Paulo, pode participar de um dos melhores shows do ano.

E para ter um ótimo show não é necessário grandes produções, efeitos pirotécnicos ou qualquer outra firula. Basta uma banda tocando ótimas músicas, interagindo com o público e mostrando que esta feliz no palco. Assim foi a primeira apresentação da carreira do Dark Tranquillity no Brasil.

O público ainda era pequeno uma hora antes do horário previsto para o início do show. Mas aos poucos os fãs foram chegando e no final a pista da casa de shows tinha um bom público, formado por verdadeiros fãs de uma das mais importantes bandas do cenário Metal da Suécia.

Já passava das 20h00 quando Anders Jivarp (bateria), Martin Brändström (teclado), Niklas Sundin (guitrra), Martin Henriksson (guitarra), Daniel Antonsson (baixo) e Mikael Stanne (voz) subiram ao palco. A acolhida do público e a energia da banda logo nas duas primeiras músicas mostrava que aquele seria um show especial.

O show começou com “At the Point of Ignation” seguida por “The Fatalist”. O repertório foi o mesmo que a banda vem apresentando em outros países latino-americanos, sem surpresas. Após a segunda música Stanne falou pela primeira vez com o público. Com um sorriso sincero no rosto, o vocalista disse que há tempos o Dark Tranquillity queria tocar no Brasil.

A movimentação de Stanne, Sundin, Henriksson e Antonsson faz o palco da casa de shows parecer maior do que realmente é. Os músicos não param um instante, sempre agitando e interagindo com o público. A performance de Stanne é contagiante. O vocalista pula, anda de um lado para o outro e em diversos momentos canta agachado, praticamente no rosto dos fãs que estavam grudados no palco. A energia era quase palpável.

“Como nunca tocamos aqui antes? Essa é a primeira vez, mas definitivamente não é a última”, disse Stanne diante do espanto pela animação e resposta do público em relação ao show. É verdade que quase todos os artistas internacionais usam esse mesmo discurso, mas é dificil não acreditar nisso quando se faz parte de um evento como esse.

O repertório do show contou basicamente com músicas dos dois últimos álbuns, “Fiction” e “We Are the Void”, além de outras mais antigas. “Wonders at your Feet”, “Misery’s Crown”, “My Negation”, “Lesser Faith”, “Lethe”, “Lost to Apathy”, “The Grand Accusation” e “Terminus (Where Death is Most Alive)”, entre outras, fizeram parte do show.

A longa espera por um show do grupo no Brasil valeu a pena.
fonte: rockonline

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