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Entrevista com a banda Neural Code

O Neural Code é um trio de música instrumental formado por Kiko Loureiro (guitarra), Thiago do Espírito Santo (baixo) e Cuca Teixeira (bateria) que mistura rock, jazz e mpb criando uma sonoridade contemporânea bem brasileira. A banda concedeu no último dia 1º de julho no Conservatório Souza Lima uma entrevista super exclusiva para a repórter Adriana Camargo do Universo do Rock. Confira abaixo na íntegra:

1.Como surgiu o Neural Code?

Kiko Loureiro: Através da afinidade dos três músicos. Conheço o Cuca há muitos anos e o Thiago e o Cuca já tinham uma relação de família há muito tempo. O Cuca gravou o Universo Inverso comigo e com o Thiago a gente tocava em algumas situações então resolvemos montar a banda.

2.Qual era a proposta inicial de vocês?

Kiko: A proposta era misturar o que cada tem em sua vida musical, pois nós tocávamos em lugares diferentes e músicas diferentes. A gente resolveu misturar tudo isso guardando a identidade musical de cada um. Tem o rock, a música brasileira e também o jazz.

3.Vocês pensam em incluir outros tipos de estilos além de rock, jazz e MPB?

Kiko: Isso já é super abrangente com esses estilos jazz, rock e MPB. A gente tem vários ritmos ali.

Cuca Teixeira: Estamos sempre buscando algo fora do usual. Se você pegar o nosso disco vai ver que tem várias composições que tem andamentos compostos. A questão do próprio nome Neural Code tem a ver com isso, pois são músicas complexas, ou seja, a gente pensou para compor e na hora que vai tocar a gente pensa também. Então, tem a ver nesse sentido, porque não são músicas já usuais, independentes do seu estilo. Se é samba, rock, funk ou jazz também não temos regras para um estilo, mas o legal é isso.

4.Como é o processo de composições de vocês?

Kiko: Às vezes alguém chegava com alguma idéia pequena, ou senão começavamos do zero.
Cuca: A gente vai tocando um groove e pensa: vamos tocar um funk, ou um rock´n roll? Fico tocando um groove num tom e na hora a gente vai criando.
Kiko: Ficamos algumas horas ali experimentando. Às vezes tem coisas que não acontecem nada e a gente pára. Aí vamos tocando outra coisa.
Cuca: Sempre gravando e ouvindo as composições.

5.Vocês não tem aquele sistema de um gravar e levar esse material para o ensaio?

Kiko: Já rolou alguma coisa assim.
Cuca: Pouca coisa. Esse não é o formato que costumamos trabalhar.
Thiago: Já estamos compondo para o próximo disco. Temos umas duas ou três idéias.
Você tinha falado do estilo... A maneira que eu consigo definir o nosso som mundo afora é considerado fusion, mas eu considero isso como música contemporânea brasileira que é o som que estamos fazendo aqui.
Hoje em dia a informação é uma coisa só e as coisas estão se fundindo de uma maneira, que uma hora a gente está tocando um samba que vira um maracatu, só que com atitude rock´n roll. Ou você está tocando um heavy metal que no meio tem um samba dobrado, então é contemporâneo. Então, a ideia do projeto é a verdade dos três...
Kiko: “sem barreiras”.
Thiago: Exatamente!

6.Como está sendo a receptividade do CD do Neural Code?
Kiko: Bem legal.

Thiago: É sempre boa. Todo mundo fica muito contente, porque são três músicos que são extremamente dedicados cada um no seu instrumento. O resultado disso é muito prazeroso para quem escuta, porque ao mesmo tempo que é virtuoso e é matemático, ele é musical.

7.Thiago falou que já tem algumas composições prontas...

Thiago: A gente está começando a compor agora. Esse é um processo que leva tempo. Já temos umas três ideias já quase meio prontas. A gente vai elaborando. O primeiro disco a gente levou praticamente um ano do 1º ensaio até chegar a gravar. Devido a agenda dos três à princípio e depois pelo fato de experimentar.
O nosso primeiro disco surgiu assim. A gente juntava e compunha. E quando a gente compôs oito músicas a gente falou: aqui já tem um esboço, agora vamos trabalhar o que a gente compôs. E aí pegava música por música que já estava composta e começava a arranjar aquilo. Então, isso não tem jeito leva tempo. Tem que lapidar. É um trabalho de “artesão”. A gente não é artista nós somos artesões! (risos)

8.Vocês pretendem gravar um DVD?

Kiko: A ideia a gente sempre tem, mas a questão é juntar patrocínio e tempo. Acho que é legal fazer um segundo disco aí tem mais músicas. Sempre teve outros trabalhos no meio. No meio da gravação do disco o Cuca viajou e eu estava tocando com a Tarja. Mas é sempre assim.

9.Vocês querem deixar algum recado ou contato para os fãs?

Kiko: Visitem o MySpace do Neural Code (www.myspace.com/neuralcode). Fiquem ligados no Twitter, sites e My Space da galera: www.twitter.com/KikoLoureiro, www.myspace.com/thiagodoespiritosanto, www.cucateixeira.com.br , www.myspace.com/kikoloureiro É legal a pessoa entrar lá para conhecer esse universo de música que a gente vive, o que a gente escuta e os outros amigos que estão em volta.

10.Vocês recomendam algum som que vocês estão escutando?

Kiko: Pesquisar é bom.
Cuca: Eu como sou batera escuto jazz, pop, etc. Tenho ouvido um cara chamado Robert Glasper que eu gosto bastante.
Kiko: Falando de guitarrista tenho ouvido Guthrie Govan
Thiago: Eu gosto de ouvir o Johnny Griffin, um saxofonista norte-americano da década de 50 que faleceu recentemente. Um baixista que eu cito é o Jaco Pastorius, que é uma referência no instrumento. Um novo baixista, o Christian McBride que eu gosto de ouvir. E um guitarrista muito bom é o Curt Rosenil.
No Brasil tem o Hamilton de Holanda que tem um trabalho maravilhoso e que vale a pena ouvir. Tem o Daniel Santiago e o Michel Leme também.
Enfim, o negócio é procurar na internet. Vai no Myspace do Kiko e veja os amigos dele, no Myspace do Cuca também dá uma olhada nos amigos dele e clica lá no meu Myspace e vejam os meus amigos. O pessoal deve ouvir de tudo e tem que correr atrás. Não tem jeito.
fonte: universo do rock

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